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terça-feira, 10 de maio de 2011

Canonização e/ou Eleição

A morte de Bin Laden é um fato midiático, mais do que factual. Mexe com o imaginário e tem o poder sobre os eleitores americancos ao tomarem medidas reais nas urnas. Afinal, um golpe teria que ser dado: a reeleição de Obama estava comprometida, e a canonização de Osama está garantida. (Santo. Santo. Santo). Os americanos levaram mais tempo que o próprio Vaticano para canonizar João Paulo II - com ou sem milagre; com ou sem provas; com ou sem corpo para demonstrar o verdadeiro desaparecimento do herói de Al Qaeda. Afinal, todos nós temos o direito de aplicar sua fé, segundo sua própria consciência. Eis a vantagem da liberdade de expressão: pode-se dizer o que quiser. Acredita-se ou não. Provas? Provas? Que provas?

Pergunta: e Obama, será canonizado nas urnas?

Depois da desregulamentação dos mercados financeiros e das especulações da bolsa de valores, agora a plena liberdade (ou libertinagem) da imprensa em divulgar o que bem entende, até mesmo de modo di-dá-ti-co, cautelosamente controlado pela inteligência da CIA, organismo respeitado, apesar de ver os Direitos Humanos como uma pintura medieval ou renascentista. A liberdade está no ar: acredita quem quiser...

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