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domingo, 8 de abril de 2012

Segurança Pública no Rio de Janeiro

A criação das UPPs, que consiste em levar a PM para o alto das favelas no Rio de Janeiro é uma medida coercitiva e meramente de polícia, sem um projeto de reurbanização/reeducação, cuja eficiência fica comprometida desde a sua concepção e de confirmado fracasso, à medida que as páginas policiais permanecem como dantes, salvo raros eventos de melhorias relativas em parcas localidades dessa ou daquela favela.
Um  ausente projeto social e de educação garantem o status quo da insegurança, um futuro incerto, de cujas consequências estão desprovidas do lastro do desenvolvimento para as pessoas - repito: para as pessoas.
O espaço sofreu pequenas intervenções, miseráveis praças e nenhuma escola foi fundada - a prioridade é a arma de fogo, o efetivo de policiais e infraestrutura para manter instalações improvisadas a fim de conter mini-quarteis para policiais recém concursados, oriundos de um treinamento feito às pressas para atender a uma população acostumada com o desmande e a desordem, atuação em meio ambiente depauperado por milícias e ocupação irregular - tudo sob um discurso enganador e maldoso, dotado de um cinismo apurado a convencer os eleitores que se veem iludidos a reeleger os mandatários farsantes.
O urbanismo e a escolaridade de baixíssimo nível permanecem intactos, sob o jugo da força pocilial igualmente fragilizada por um sistema concebido para enganar a toda população. O princípio adotado é o mesmo que se praticava quando a PM subia à caça de marginais. Agora, o processo de construção de moral é tão midiático quanto antes, associado a uma ocupação meramente física do Estado, através de acordos locais codnominados de "sem dar um tiro"; no entanto, fadado ao fiasco, findas as festas de Copa do Mundo e Olimpíadas.
A farsa tem as mesmas dimensões do entorno das vizinhanças da zona sul e dos locais reservados aos eventos desportivos - objetivo de governo, sem políticas de Estado - enquanto todo o estado do Rio de Janeiro fica a mercê da corrupção e do abandono da responsabilidade do serviço público
A bomba relógio, de consequências desconhecidas tem data para explodir, uma vez que o sr. Governador e seu séquito provavelmente nada responderão pela falácia e enganação instaladas nas favelas cariocas.
A História repete seus desígnos políticos, a promoção dos maus políticos por meio da exploração da pobreza e das fraquezas da sociedade capitalista.

Um comentário:

  1. UPP passou a significar segurança pública, em favelas, enquanto no asfalto...

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