Eliiot Carver, personagem do filme O Amanhã Nunca Morre tem uma aluna quase exemplar. Digo "quase" porque foi presa no Paraná por obter "novidades frescas demais"!
Trecho da reportagem em Repórter de TV é presa por acusação de envolvimento em tráfico no Paraná:
"Uma operação da Polícia Civil do Paraná prendeu 17 pessoas durante esta última quinta-feira em Campo Mourão, interior do estado, sob acusação de integrarem uma quadrilha de tráfico de drogas e roubo na cidade. Uma jornalista está entre os detidos: Maritânia Forlin (foto), de 28 anos, é suspeita de fornecer informações sobre ações dos policiais para os traficantes. Ele trabalhava na "Rede Independência de Comunicação" (RIC), afiliada da "Rede Record" no Paraná."
A acusada fomentava notícias e as divulgava em primeira mão, com antecedência suspeita.
No afã de informar, o fofoqueiro quer chegar antes e promover o ineditismo; é a fome pela exclusividade - efêmera -; é o chamado furo de reportagem.
Claro que se trata de uma profissional de péssima qualidade, mas cabe a pergunta: a emissora e/ou colegas nunca desconfiaram da sua performance? Esperou-se que a polícia civil fizesse todo o trabalho? É papel da polícia descobrir, mas quem é esse editor que nunca desconfiou de nada? Onde está o jornalismo investigativo que não faz suspeições? A emissora não quis comentar o caso.
Mais uma vez se faz necessária a regulamentação. Sem um código de ética e de conduta profissional, ficamos a mercê destes elementos que invadem o espaço público. Liberdade de expressão tem limite.

Este exemplo é bom que nos dá o alerta para o que pode acontecer neste planeta midiático! Parabéns pela iniciativa.
ResponderExcluirObrigado pela sua participação! Seja bem vindo!
ResponderExcluirA Lei da Mídia vem aí (assim espero, tomara!). Quero ver se o mesmo holofote acenderá Com a mesma potência para a Toda-Poderosa-Vênus-Platinada...
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