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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tabagismo e Mídia
O cheiro e a fumaça provocada pelo cigarro são resíduos tóxicos. Se está pensando em legislação dos resíduos, engana-se. Não se trata disso. Foi veiculado esta semana que a composição dos preços dos cigarros vai sofrer um acréscimo proporcional, aquém, ainda do praticado na Europa. A indústria do tabaco ordinário que vende estes maços bonitinhos de cigarro está, no entanto, tranquila, pois a legislação acerca dos condicionantes como a nicotina não foi alterada. O faturamento e o vício estão garantidos.
Por um lado, a legalização das drogas é uma atitude salutar. No entanto falta coragem, preparo político e cultural. Por outro, o problema da saúde pública e do combate às drogas lícitas, como as bebidas alcóolicas e o tabagismo permanece como operação enxuga gelo. A diferença preliminar é que, com a droga lícita, há um possível recolhimento de impostos, enquanto com as ilícitas, há um gasto com impostos.
A mídia parou de veicular anúncios publicitários para cigarros e reduziu para bebidas (a cerveja se salvou). A festa dos anos 60, 70 e 80 acabou com chegada da cultura do politicamente correto. Até no cinema nacional o cigarro e os drinks estão mais comedidos ou ausentes. Com isso, pensou-se que as pessoas estariam menos estimuladas a consumir estes produtos tão maléficos... Será?
Qual nada! Basta olhar para o chão e ver as guimbas de cigarros espalhadas entupindo os ralos nos meio-fios. Nos bares, nos churrasquinhos de rua, nos moradores de rua e em tantos lares, as garrafas de pinga e cia ltda estão presentes; e há quem tome um gole ou outro. Tomar um gole é um fato, outro é sair da balada cheio de fumo e etílico a bater em postes, calçadas, canteiros, moscas e elefantes diante de uma operação Lei-Seca em busca de "bandidos" com o bafômetro na mão esquerda e o talonário de multas na direita, enquanto a indústria do alcoolismo e do tabagismo se refestelam em economizar a grana da publicidade da qual foi "proibida". É o boca-a-boca como melhor tática de marketing, a velha mídia do seu Joaquim que vendia em seu armazém de secos e molhados de volta à cena.
Internet? Qual nada! Isso é para outros aficcionados... Não tem nada a ver com cigarros e uma caipirinha durante os emails...
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Ficou mais barato produzir cigarro, no entanto é mais caro fumar...
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