Depois de 124 anos de "abolição" dos escravos a Lei Áurea, decretada por uma mulher senadora (a princesa Isabel, filha de D. Pedro II) a "moderna" e atualizada mídia brasileira ignorou o fato, face a força avassaladora do Dia das Mães, criadas para vice-reinar o Natal no meio comercial e de entrega de presentes. Os shoppings cheios de consumidores em estado de cidadania estiveram ocupados em pensar em um novo presentinho para a mamãe, corolário da família católica apostólica conservadora e compradora.
E como comprar presentes para um escravo que, supostamente, não vive mais?
As mães, no entanto, se dizem escravas e preservam este estado à medida que o reproduzem ao "educar" seus filhos, trabalhando fora ou não.
(É bom lembrar que a escravidão e o trabalho escravo são conceitos diferentes hoje em dia).
O refererido jornal O GLOBO (no post anterior acima) não cita uma palavra sequer sobre o tema e reserva inúmeras páginas, tanto no segundo caderno como em sua revista de TV.
Seria uma forma de a sociedade capitalista e midiática se confessar frente a seus tabus?
É o silêncio a significar mais do que o barulho...
ResponderExcluirMeu caro!!!!
ResponderExcluirRealmente o silêncio dos que podem, e deveriam, se manifestar acaba abafando o barulho dos que não se sentem ofendidos. Mas estes últimos não têm nem noção dos porquês para se sentirem ofendidos pelas suas convenientes ignorâncias.
Estamos como o diabo gosta, ou melhor, como a imprensa adora!
Conduzimos nosso gado chamado povo brasileiro conforme as notas dos berrantes e das batutas de quem tem o poder da formação de opinião a saberem: famílias Marinho, Assad, Macedo, Abravanel etc...
Só nos resta realizar nossa oposição de forma isolada e, quase, insana.
O que podemos tentar fazer é colocar o vírus do questionamento nos nossos discentes. Talvez das centenas que nos ouvem, alguns possam mudar alguma coisa para as próximas gerações.
Fortíssimo abraço!